Química Verde

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Química Verde no Brasil

No caso do Brasil, o futuro da "química verde" - em particular o uso de matérias-primas renováveis - significa uma grande oportunidade estratégica para o País se inserir e até liderar segmentos relacionados às suas diversas áreas em nível mundial. O Brasil encontra-se em uma posição privilegiada para assumir a liderança no aproveitamento integral das biomassas, pelo fato de possuir a maior biodiversidade do planeta, receber intensa radiação solar, dispor de água em relativa abundância, apresentar diversidade de clima e demonstrar pioneirismo na produção de biocombustíveis. São inúmeras as oportunidades para implementar inovações verdes nos mais diversos segmentos de mercado agregando valor às matérias-primas renováveis. Criam-se, assim, condições para que se passe de uma economia de exportação de commodities para uma economia de bioprodutos inovadores e de alto valor agregado - a bioeconomia.

A estratégia brasileira para aproveitar estas vantagens comparativas é descrita no livro "A Química Verde no Brasil: 2010- 2030 " preparado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos - CGEE e está baseada na estruturação de uma rede brasileira de pesquisa, desenvolvimento e inovação (P, D & I) em "química verde" e na criação de uma Escola Brasileira de Química Verde. A Rede Brasileira de Química Verde almeja reunir centros de pesquisas, universidades e associações de classe, e "ser referência mundial no desenvolvimento de produtos e processos limpos de acordo com os princípios da química verde, visando reduzir o impacto dos atuais processos químicos no meio ambiente nacional, e contribuindo para que o País tenha um modelo de desenvolvimento industrial sustentável, no médio e longo prazo".

Estrutura e Atividades da EBQV

A EBQV iniciou suas atividades em 2010, logo após a publicação do livro sobre Química Verde no Brasil. A sua primeira iniciativa foi de organizar um Workshop sobre Biorrefinarias, tema inicial do citado livro e assunto de grande interesse na integração da Indústria Química com a Agroindústria. Ao final do evento foi proposta a estruturação da Escola seguindo uma metodologia semelhante a empregada pelo CGEE no estudo e proposição de medidas para a implantação da Química Verde no Brasil. O primeiro Encontro da EBQV, realizado no início de 2011, estabeleceu seus objetivos e estrutura e os Encontros subsequentes, realizados com a periodicidade aproximada de um ano, abordaram aspectos específicos de suas atividades.

No 1º Encontro foram identificadas as três principais linhas de atuação da EBQV:

A formação de recursos humanos foi iniciada através da implantação de disciplinas em Química Verde no mestrado acadêmico e profissional do Programa de Pós-graduação da Escola de Química da UFRJ, tanto. Ao mesmo tempo, após consulta aos especialistas de outros programas que atuam em áreas específicas de interesse, foram estruturados cursos que poderiam ser oferecidos através de módulos, tanto ao nível de pós-graduação quanto de extensão universitária.

A transferência tecnológica e científica é baseada nas necessidades de empresas que atuam em processos químicos. Esta atividade é realizada em colaboração com a Associação Brasileira da Indústria Química - Abiquim. Interesses gerais de capacitação e intercâmbio foram abordados no 2º Encontro realizado no início de 2012 e estão sendo detalhados junto a empresas específicas.

A percepção de valor e aceitação pela sociedade é promovida através da montagem de atividades de difusão da Química Verde junto a um público mais amplo. Com esta finalidade foram preparadas demonstrações que serviriam para ilustrar os princípios de sustentabilidade e produtos e processos verdes. O primeiro teste público ocorreu na programação da UFRJ durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de 2012 com bastante sucesso.

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